O CARTUNISTA

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Minha paixão pelos quadrinhos

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Como muitos desenhistas eu comecei a rabiscar muito cedo.

 

Mas o que realmente me fez tomar gosto por criar histórias em quadrinhos foi um presente que ganhei lá pelos 6 anos de idade: uma mesinha de luz, com alguns papéis de seda que traziam os personagens da Turma da Mônica em várias situações: correndo, pulando, chorando, rindo... e também vários modelos de balões de diálogos, itens de cenários etc.

 

Assim, eu ia "montando" os quadros de acordo com a historinha que queria contar.

 

Só que num dado momento, senti falta de certos modelos de posições (como um personagem andando de bicicleta por exemplo) e tive que começar a desenhar à mão livre.

 

Criei várias historinhas da Turma da Mônica e depois passei a criar meus próprios personagens, mas ainda fortemente calcados nos personagens do Mauricio de Sousa (e eu mandei muitas revistinhas pra ele na época!)

 

Eu tentava caprichar ao máximo, colocando até propagandas dentro das revistinhas, como nas que saíam nas bancas!

Na escola eu procurava sempre fazer parte do Centro Cívico para poder criar jornaizinhos, que a princípio eram murais e depois passaram a ser mimeografados. Criei várias historinhas com os amigos da classe, álbuns de figurinhas e até revistas que mostravam os detalhes dos jogos de futebol que fazíamos na rua onde morava (através de desenhos dos gols, que imitavam as fotos da revista Placar).

Um vizinho chamado Danilo Borges, que à época era coordenador de produção da divisão Disney na Editora Abril, e que me trazia de lá toneladas de gibis, me levou para conhecer os estúdios onde eram criadas as revistas Disney nos anos 80! E minha irmã Magali me levou para conhecer os estúdios do Mauricio de Sousa, que ficavam no prédio da Folha de São Paulo, na Alameda Barão de Limeira em São Paulo.

 

Foi quando conheci a dona Yara Maura, irmã de Maurício, que me presenteou com vários ingressos para assistir Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta no Teatro Tuca.

 

Aos 11 anos de idade (1979) acabei concedendo minha primeira entrevista (!!!) para o jornalzinho interno da empresa Eucatex (onde minha irmã era secretária executiva) e tendo minhas tirinhas publicadas pela primeira vez.

 

Clique na imagem para ler a matéria do Castorzinho!

 

Em 1983 minha família se mudou para Santa Cruz das Palmeiras, no interior de São Paulo, e eu continuei a fazer jornaizinhos satirizando os novos amigos da escola (como o "Severim" de 1986).

Logo comecei a colaborar com o jornal semanal Folha de Palmeiras, escrevendo uma espécie de coluna social humorística chamada "Tilt" (e desenhei o logotipo da coluna).

 

Depois, a convite do editor Luiz Affonso Mendes (o "Dudizio", que acabou se tornando meu padrinho como cartunista), criei tirinhas semanais para A Tribuna de Santa Cruz das Palmeiras. Essas tiras também foram redistribuídas posteriormente para os jornais O Tambaú e O Movimento de Pirassununga.

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De volta a São Paulo, e já influenciado por Angeli, Laerte, Glauco, Fernando Gonsales e outros gênios dos quadrinhos, lancei em 1991 meu próprio fanzine (revistinha xerocada e distribuída de mão em mão) chamado O Marginal dos Quadrinhos e trabalhei por algum tempo com o editor Isaac Huna.

 

Ainda no início dos anos 90, colaborei com charges semanais para a Rede A de Jornais de Bairros em São Paulo, que editava os Jornais da Lapa, Pompéia, Perdizes, Pinheiros e vários outros.

 

Em 2001 passei a colaborar com o site Charge Online e desde 2014 colaboro também com o site Humor Político do Portal R7.